segunda-feira, 26 de maio de 2014

Depressão Infantil

O Transtorno Depressivo Infantil é um transtorno do humor capaz de comprometer o desenvolvimento da criança ou do adolescente e interferir com seu processo de maturidade psicológica e social.
São diferentes as manifestações da depressão infantil e dos adultos, possivelmente devido ao processo de desenvolvimento que existem na infância e adolescência.
A depressão foi considerada a principal doença psiquiátrica do século, afetando aproximadamente oito milhões de pessoas só na América do Norte (onde são feitas as principais pesquisas).
A morbidade da depressão se reflete no fato de que os adultos deprimidos são 20 vezes mais propensos a morrer de acidentes ou de suicídio do que adultos sem transtorno psiquiátrico. 
Tanto os quadros de distimia quanto de transtorno afetivo bipolar, podem surgir pela primeira vez durante a adolescência e o reconhecimento precoce de um estado depressivo poderá ter profundos efeitos na futura evolução da doença.
Na criança/ adolescente a depressão, em sua forma atípica, esconde verdadeiros sentimentos depressivos sob uma máscara de irritabilidade, de agressividade, hiperatividade e rebeldia. A criança mais nova, devida falta de habilidade para uma comunicação que demonstre seu verdadeiro estado emocional, também manifestam a depressão atípica, notadamente com hiperatividade. 
A depressão na criança e/ou adolescente pode ter início com perda de interesse pelas atividades que habitualmente eram interessantes, manifestando-se como uma espécie de aborrecimento constante diante dos jogos, brincadeiras, esportes, sair com os amigos, além de apatia, e redução significativa da atividade.  

Sintomas:
Nas crianças e adolescentes é comum a depressão ser acompanhada também de sintomas físicos, tais como fadiga, perda de apetite, choro, tiques, problemas de memória, diminuição da atividade, queixas inespecíficas, tais como cefaléias, lombalgia, dor nas pernas, náuseas, vômitos, cólicas intestinais, vista escura, tonturas, etc. Na esfera do comportamento, a depressão na Infância e Adolescência pode causar deterioração nas relações com os demais, familiares e colegas, perda de interesse por pessoas e isolamento.
Depressão infantil, principalmente relacionada à atenção, raciocínio e memória interfere sobremaneira no rendimento escolar.    
Pais prestar atenção na listagem de critérios:

Sinais e sintomas de depressão infantil:
1- Mudanças de humor significativas;
2- Diminuição da atividade e do interesse;
3- Queda no rendimento escolar, perda da atenção;
4- Distúrbios do sono;
5- Aparecimento de condutas agressivas;
6- Auto depreciação;
7- Perda de energia física e mental;
8- Queixas somáticas;
 9- Fobia escolar;
10- Perda ou aumento de peso;
11- Cansaço matinal;
12- Aumento da sensibilidade (irritação ou choro fácil);
13- Negativismo e Pessimismo;
14- Sentimento de rejeição;
15- Idéias mórbidas sobre a vida;
16- Enurese e encoprese (urina ou defeca na cama);
17- Condutas anti-sociais e destrutivas;
18- Ansiedade e hipocondria...
Não é obrigatório que a criança complete todos os itens da lista acima para se fazer o diagnóstico. Ela deve satisfazer um número suficientemente importante de itens para despertar a necessidade de atenção especializada. Dependendo da intensidade da Depressão, pode haver substancial desinteresse pelas atividades rotineiras, queda no rendimento escolar, diminuição da atenção e hipersensibilidade emocional. Surgem ainda preocupações típicas de adultos, tais como, a respeito da saúde e estabilidade dos pais, medo da separação e da morte e grande ansiedade.
Quando essas alterações não são graves o suficiente para serem considerados Episódios Depressivos pode chamá-las de disforias (mudança repentina e transitória do estado de ânimo).
Os transtornos depressivos são bastante tratáveis hoje em dia, obtendo-se bons resultados. Pais que desconfiem que um filho sofra desse mal devem levá-lo a um psiquiatra ou serviço de psiquiatria para uma avaliação. 
O tratamento utiliza medicações antidepressivas e acompanhamento psicológico. Internações são necessárias em duas situações: quando o paciente fica psicótico (fora da realidade), o que é raro, ou quando existe risco de suicídio. 

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